sábado, 11 de fevereiro de 2017
Objectivos
Desde
o fim do Romantismo na cultura europeia, Ciência e Arte seguiram caminhos
separados, implicando preocupações e metodologias diferentes. Tal situação
seria, a título de exemplo, impensável na Renascença. O primeiro objectivo
deste curso é, assim, compreender a razão desta bifurcação de interesses e de
linguagens. Mas, apesar desta separação, é possível surpreender zonas híbridas
onde os caminhos se entrecruzam (metáfora; ficção; técnica; representação do
mundo, entre outras). Dar conta destes entrelaçamentos pontuais constitui o
segundo objectivo deste curso. Finalmente, será nosso objectivo estudar um “género” literário e cinematográfico, habitualmente designado por “ficção científica”. Como o nome indica, trata-se de conjugar a arte ficcional com o conhecimento científico e tecnológico, mostrando a possibilidade de mundos alternativos.
Tópicos
1. A cisão entre ciência e a arte após o Romantismo.
2. As implicações desta cisão no campo das Humanidades.
3. O que é a arte?
4. O que é a ciência?
5. Paradigmas na história da ciência e da arte.
6. Zonas de cruzamento: metáfora, ficção, técnica, representação do mundo, etc.
7. A ficção científica: estudo de um género literário e cinematográfico.
Bibliografia
Nigel Warburton. The Art Question. Oxford/New York: Routledge. 2003; Carmo d'Orey (ed.). O que é a arte? Lisboa: Dinalivro/CFUL.2007; Samir Okasha. Philosophy of Science. Oxford: OUP. 2016 (segunda edição); David Seed. Science Fiction: a very short introduction. Oxford/New York: OUP. 2011; Susan Schneider (ed.). Science Fiction and Philosophy. From Time travel to Superintelligence. Hoboken: Wiley. 2016 (segunda edição).
Avaliação
A avaliação consiste na
realização de: 1. ensaio (máximo de 7 páginas) - data de entrega: 2 de Junho; 2. teste
escrito (podendo ser substituído por um segundo ensaio): 16 de Junho; 3. participação nas aulas (os trabalhadores-estudantes estão dispensados); 4. entrevista final.
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